terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

“Somos aquilo que acreditamos ser”


    Acabo de ler essa frase e me lembro de um diálogo com um amigo em tempos atrás. A conversa que tínhamos era sobre a existência de ‘Deus’, e de tudo aquilo que acreditávamos. Porém, o que vou falar sobre essa frase pouco tem haver com aquela conversa.
    Essa frase fala por si mesma, quando realmente acreditamos nas nossas potencialidades, na nossa razão, somos aquilo que acreditamos. Tudo na vida depende de nós, somos aquilo que impulsiona nossas vidas, não adianta esperar milagres, isso não acontece. Se algo realmente aconteceu de inesperado, pode acreditar, é fruto daquilo que você se esforçou. Nada acontece por acaso, a vida é um trabalho da mente humana, quando acreditamos que podemos fazer as coisas, as coisas realmente acontecem. O problema é que sempre atribuímos nossos fracassos aos outros, e nunca a nós mesmos. Quando pararmos para pensar que quem faz nossos destinos e nossas vidas são nossos pensamentos, aí sim, seremos livres para agir. Somos realmente aquilo que acreditamos, pois se nós não acreditarmos em nós mesmos, quem vai acreditar?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


“Só quem não espera nada, não tem temor.”

Como algumas palavras podem dizer tanto para nós. É engraçado esse sentimento de satisfação ser a principal causa de todo o nosso sofrimento. Tudo que queremos na vida é sempre satisfazer nossos desejos e vontades e quando não alcançamos, vivemos infelizes. Essa infelicidade é tanto material como emocional, e o ser humano está fadado a viver com ela. Agora entendo um pouco mais sobre o Budismo, que na maior parte de sua filosofia nos descreve que a vida feliz e aquela a qual conseguimos nos desapegar-se da vida. Esse desapego é total, não precisaríamos de família, pois todos os seres fazem parte de nossa família; não precisaríamos de dinheiro, porque tudo que faz parte do mundo foi feita para todos e não poucos privilegiados. Esses são alguns exemplos de como o Budismo (acredito eu) vê essa forma de desapego.
Contrario ao desapego, vemos que o sentimento de compaixão é o que leva o ser ao caminho da felicidade, essa felicidade pura e eterna. Schopenhauer acreditava que quando somos levados a atos de pura compaixão, é que somos seres moralmente corretos. Pois toda a ação humana que vive no egoísmo não pode atingir nunca a felicidade. Quando não esperamos nada de ninguém e do mundo é que podemos realmente contemplar a felicidade que nos rodeia, e só quando desenvolvemos nossa compaixão com mundo que podemos atingir esse estágio de contemplação.