segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010


“Só quem não espera nada, não tem temor.”

Como algumas palavras podem dizer tanto para nós. É engraçado esse sentimento de satisfação ser a principal causa de todo o nosso sofrimento. Tudo que queremos na vida é sempre satisfazer nossos desejos e vontades e quando não alcançamos, vivemos infelizes. Essa infelicidade é tanto material como emocional, e o ser humano está fadado a viver com ela. Agora entendo um pouco mais sobre o Budismo, que na maior parte de sua filosofia nos descreve que a vida feliz e aquela a qual conseguimos nos desapegar-se da vida. Esse desapego é total, não precisaríamos de família, pois todos os seres fazem parte de nossa família; não precisaríamos de dinheiro, porque tudo que faz parte do mundo foi feita para todos e não poucos privilegiados. Esses são alguns exemplos de como o Budismo (acredito eu) vê essa forma de desapego.
Contrario ao desapego, vemos que o sentimento de compaixão é o que leva o ser ao caminho da felicidade, essa felicidade pura e eterna. Schopenhauer acreditava que quando somos levados a atos de pura compaixão, é que somos seres moralmente corretos. Pois toda a ação humana que vive no egoísmo não pode atingir nunca a felicidade. Quando não esperamos nada de ninguém e do mundo é que podemos realmente contemplar a felicidade que nos rodeia, e só quando desenvolvemos nossa compaixão com mundo que podemos atingir esse estágio de contemplação.

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